JCLOG aposta em logística especializada para setor solar brasileiro
Companhia avalia que falta preparo às empresas de transporte para atender demanda do mercado fotovoltaico adequadamente.
A carência de atendimento especializado ao mercado de energia solar brasileiro, setor que apresenta forte expansão, foi visto como oportunidade para a empresa de logística JCLOG. Com 25 anos de existência, a companhia tem focado esforços nos últimos cinco anos para atender essa demanda crescente adequadamente.
Em entrevista ao Portal Solar, o CEO da JCLOG, Epaminondas Junior, contou que ainda vê falta de preparo nas empresas de logísticas para lidar com as peculiaridades do setor solar. “Falta equipamento adequado para o transporte, por conta das dimensões e peso dos módulos. Vejo o mercado operando de forma amadora.”
Junior acredita que ainda falta informação sobre os equipamentos, o que leva a falta de cuidados adequados que podem danificar a carga. “Tem muitas empresas se propondo a fazer, mas os produtos fotovoltaicos têm sido um calcanhar de aquiles, pois exige algo muito específico em termos de estrutura e profissionais.”
Ele também aponta que o crescimento do mercado de e-commerce tem absorvido um grande número de profissionais, além criar uma grande demanda por veículos. “Temos trabalhado para desenvolver capacitação, há um gargalo de profissionais, equipamentos e veículos.”
Operação da empresa
O executivo detalhou que a energia solar representa 30% das operações da JCLOG e que o plano é dobrar essa participação no segundo semestres. “Há um aumento de demanda de nossos clientes. É um mercado que traz perspectivas para o presente e para futuro, no médio e longo prazo.”
Além de um centro logístico em Barueri (SP), a empresa abriu um centro de distribuição em Itajaí (SC) em razão da alta concentração de importações de equipamentos fotovoltaicos em Santa Catarina.
“Incentivos fiscais fizeram com que a maioria dos importadores do setor se concentrassem no Porto de Itajaí, que se tornou um dos mais tecnológicos do Brasil. O Sul virou um polo logístico”, diz Junior, assinalando que o mercado consumidor de equipamentos se concentra em Minas Gerais e Nordeste, onde se desenvolvem a maior parte dos grandes projetos.
Impactos externos
Além das dificuldades na logística dentro do País, o mercado de energia solar enfrenta impactos decorrentes de gargalos no transporte global do setor. A pandemia de Covid-19, a grande concentração da produção de equipamentos na China e o forte crescimento na demanda por equipamentos têm provocado altas no frete e atrasos nas entregas.
Junior avalia que é preciso otimizar processos e evitar desperdícios para minimizar esses efeitos. “É necessário atenção em toda cadeia de importação, desde o processo de recebimento até a entrega.”
“É preciso condicionar o equipamento no armazém de forma segura, proteger embalagens, fazer a montagem e amarração de forma técnica, utilizar veículos preparados para o transporte e verificar se o local do recebimento é adequado”, explicou.
Fonte: Portal Solar
